quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

SUPERFICIALMENTE BELO, ENQUADRADO EM UM SISTEMA FALIDO



            Nos últimos dias, vi muita besteira Gay na TV, entre estas o que mais me chamou a atenção foi o tal de Haysam, participante da Fazenda de Verão, uma pessoal completamente equivocada naquilo que exige e oferece nas relações de convivência social, que tenta sustentar discursos emotivos e inteligentes, mas que sempre se perde pela falta de fundamentação e coerência. Acaba não sendo o melhor exemplo para nada do que exige e prega.


            Em meio a tantos exageros, berros e expressões de péssimo gosto, gostaria apenas de registrar que este participante se mostra exatamente igual a tudo que ele critica e usa para se vitimar. É horrível ver alguém que socialmente vive com os dedos preconceituosos apontados para si, apontar os mesmos a outros, duvidando de suas intenções, opções sexuais, moral, sem ao menos ter o cuidado de tentar conhecer este outro alguém, logo ali em um lugar que sobra tanto tempo. Pior do que ser preconceituoso, é ser disseminador desta semente destruidora, principalmente quando já se conhece o seu sabor.

            Não estou discutindo a pessoa, estou relatando suas atitudes. Acredito que mais uma vez, nós Gays, em toda a nossa vasta vertente de manifestações (Simpatizante, Transexual, Lésbica, etc...), perdemos muito quando nas raras oportunidades ofertadas para “abrir a boca em público” não mostramos o que realmente merecemos ou já conquistamos, em especial o respeito. Estou cansado de ver tanta baixaria, futilidade e desrespeito em rede Nacional.

            Seria confortável acreditar que as ações de um individual não se refletem no coletivo, mas num País como o nosso, sabemos que não funciona assim. Ninguém diz que todo negro tem futuro em campo, porque um tal Edson Arantes do Nascimento foi mundialmente reconhecido como o grande mestre negro do futebol Brasileiro, mas grande maioria acredita que a maioria dos rapazes educados são veados, possuem o sonho de operar, virar Valeria e ir fazer ponto no metrô. A maldade, a especulação sobre o que é considerado errado, são sempre fatores que predominam os julgamentos populares desta nossa sociedade Brasileira. É tal como disse um pensador que gosto, o mal sempre faz mais barulho que o bem, e por isso chama muito mais a atenção, “uma árvore caindo faz muito mais barulho que uma floresta inteira crescendo”.

            Pensando em tudo isso, sempre agradeço as oportunidades dadas a gente que trabalha com um humor limpo, natural, como o Dicesar/Dimmy Kieer, ou os meus intelectuais favoritos Nany People e Jean Wyllys. Estes seguem sendo, nos meios de comunicação mais atuantes, o diferencial nosso de cada dia.

            Sobre os motivos que me levam a criticar a participação do referido Peão, para não correr o risco de ser abusivo, eu os cito em ordem:

            1º - Se definiu como Gay, e quando se referiram a ele como Gay, tentou se fazer de vítima, tentando puxar pra si a sensibilidade e defesa do coletivo Gay. Uma artimanha inteligente, mas muito mal utilizada, o que transforma toda situação em uma desagradável ação de má fé, a qual ridiculariza o mundo Gay. Não constituímos nenhuma máfia protetora da futilidade, não somos alienados e boa parte do mundo Gay hoje está focada a ações mais inteligentes e de “grande utilidade” individual ou coletiva.

            2º - De cara, sem qualquer critério ou simplesmente uma boa conversa, sai tascando gratuitamente na cara das pessoas que elas não prestam, que são monstros, e se diz especialista neste tipo de julgamento. Movimenta todos em seu meio para que comprem a suas opiniões, o que o torna mais irresponsável ainda, pois, além de ser injusto, ainda contamina todo o resto a seu redor, não se importando com os danos que cause a terceiros, sobre suas vidas, suas famílias e seus sonhos.

          3º - Se fez de vítima do preconceito, mas questionou a sexualidade de três participantes, um hetero por ter dançado com ele, uma moça por ter o rosto simétrico, e outro hetero por ter sido encarado. Haysam disse que achou que Victor fosse Gay porque o rapaz o encarou muito nos primeiros dias. No decorrer do programa, apelidou Victor de Vitinho (o diminutivo é para combinar com o tamanho do membro sexual do rapaz). Disse que o peão Raphael deu em cima dele e era Gay, só porque o coitado dançou com ele durante uma festa. Sobre Manoella, Hayssan achando que a moça era trava (vocabulário dele), resolveu convidar a moça para tomar banho de ofurô, na esperança de desmascarar a coitada, caso visse ali alguma “malinha” suspeita. Quando teve certeza que a moça era mulher, ai gentilmente a apelidou de vagaba. Se fez de ofendido quando definido de acordo com a sua “natureza”, mas não se importou em dar duas cacetadas idênticas.


            4º - Com um copo, jogou água na cara de outra participante. Alguém que se julga tão inteligente, tão acima do bem e do mal, não perderia o controle. Na minha opinião, outro motivo para estar fora, isso é agressão sim. Senti falta das políticas públicas que gerenciam os direitos e defesas das mulheres e principalmente dos olhos justos e misericordiosos dos Religiosos da emissora.


            5º - Depois de tudo isso e de tantas brincadeirinhas sexuais, inclusive se expondo com suas cuecas horríveis, ainda teve a cara de pau de sustentar discursos puritanos sobre respeito e moral, condenando o participante que tentou tomar banho nú, o qual foi advertido, se adequou a regra, mas que depois não se importou em exibir o negocio a pedidos da melhor amiga do peão que tanto falamos neste tópico, Haysam. Detalhe, foi feito um inferno sobre este pinto solto no banheiro, mas entre o grupinho dos bonitões, o Peão com traços orientais que tecnicamente cedeu espaço a este novo, juntamente com outro companheiro fez uma pequena exibição de seu órgão sexual durante o banho. Dois pesos e duas medidas. Um grande carnaval de intolerância aos que não fazem parte do grupo consolidado desde a estréia. Algo que coloca em descrédito a credibilidade acolhedora e responsável do programa, que pena.


            Não sei onde vai parar tanta falta de humanidade, aceitação e tolerância aos diferentes e principalmente respeito deste Peão Gay, que poderia ser o Big Boss, já que além de possuir um perfil (Gay) que está em alta no que consideramos interesse público, também possui o domínio de um grupo bastante influente ali dentro. Ainda se diz inteligente.

            Obs1: Antes de terminar este tópico, foram exibidas cenas fortíssimas neste programa, envolvendo o meu Peão não favorito. Acostumado a falar nas costas de suas vítimas, Haysam tremeu as bases quando seu novo desafeto, Lucas, berrava todos os erros de Haysam na sua cara, sem qualquer espaço para ser chamado de falso. Lucas foi bastante exagerado, mas foi bom ver que Haysam não tem a mesma coragem de berrar e dar showlzinho com homens, como fez com a pobre Angelis. Que feio, o peão só é valentão com mulheres.

            Obs2: Antes de terminar este tópico, sendo justo, curti o discurso da última formação da roça, onde Haysam defendeu as intenções frustradas da participante Angelis, seu principal desafeto, traída pelo seu companheiro Raphael.

            Ainda não consigo entender porque os programas de TV de modo geral usam Gays tão desinteressantes, e nem estou falando de beleza, porque este participante tem o seu brilho, mas falo da falta de pessoas com talento verdadeiro, simpatia autentica, carisma cativante, e no mínimo grandes histórias interessantes, além de traços de humanidade e inteligência intelectual e discursiva. Bem, não vamos falar dos dois outros peões Gays que fazem parte do grupo sem sair do armário. Estes outros, em especial um deles, o meu favorito, sem dúvidas, comparados a Haysam é alguém de alma mais generosa e de brilho próprio, no que diz respeito as relações humanas. Pena que .*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*. #ficaafaltadedicaemproldorespeitoindividualdecadaum - hehehe


Fora Haysam
Para os religiosos da Record, sobre a expulsão do participante Lucas: Guias Cegos! Vocês coam um mosquito e engolem um camelo. Mat.23

Bjo Bjo Mineirim

Nenhum comentário:

Postar um comentário