Tirando a parte comercial e as chibatadas com couro de cabra, todo o contexto histórico a cerca deste dia se monta de uma forma poeticamente agradável. Ao longo de todo o tempo infinitas são as formas, regras ou desculpas para se expressar e viver um gesto de Amor. Lamentável é que o nosso Amor, sentimento que germina nos interiores de nosso ser, tantas vezes motivação que colore essa frustrante e acinzentada realidade sistematicamente capitalista, precise ser juridicamente regulamentado para que possa ter o direito de ser vivido. É quase como necessitar de autorização judicial para se ter o direito de caminhar com as duas pernas. E dizem que tal autorização para se fazer algo que naturalmente se apresenta em você e faz parte de seu ser, é um privilegio a ser discutido, que só deve existir com a anuência do coletivo Brasileiro, representado no grito de um bom bocado de Fanáticos Religiosos. Ou nos empurram uma vida inteira amparado por muletas, ou nos arrancam a perna extra, ou obrigam uns poucos corajosos a enfrentar o mundo usando suas duas pernas, sendo vitimas de toda essa ignorância, algumas vezes manifestada em punhos, enfim, estão retirando de todos os exemplos, do considerado enrustido ao excêntrico feliz, o doce prazer de poder viver/existir Plenamente Feliz...
Amar é viver, viver é movimento, então nos deixem passar. Nós queremos viver, nós queremos amar.
Cartão comemorativo do Dia de São Valentim, publicado em 1883 nos Estados Unidos.
"...ainda acreditamos no Amor..."
Diz o Wikipedia, que a história do Dia de São Valentim remonta a um obscuro dia de jejum tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.
O bispo Valentim lutou contra as ordens do Imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes. Além de continuar celebrando casamentos, ele se casou secretamente, apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens lhe enviavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, ele se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes da execução, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para ela, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.
Considerado mártir pela Igreja Católica, a data de sua morte - 14 de fevereiro - também marca a véspera de lupercais, festas anuais celebradas na Roma antiga em honra de Juno (deusa da mulher e do matrimônio) e de Pan (deus da natureza). Um dos rituais desse festival era a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes caminhavam pela cidade batendo em todas as mulheres com correias de couro de cabra para assegurar a fecundidade.
Outra versão diz que no século XVII, ingleses e franceses passaram a celebrar o Dia de São Valentim como a união do Dia dos Namorados. A data foi adotada um século depois nos Estados Unidos, tornando-se o The Valentine's Day. E na Idade Média, dizia-se que o dia 14 de fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, os namorados da Idade Média usavam esta ocasião para deixar mensagens de amor na soleira da porta do(a) amado(a).
Atualmente, o dia é principalmente associado à troca mútua de recados de amor em forma de objetos simbólicos. Símbolos modernos incluem a silhueta de um coração e a figura de um Cupido com asas. Iniciada no século XIX, a prática de recados manuscritos deu lugar à troca de cartões de felicitação produzidos em massa.
O dia de São Valentim era até há algumas décadas uma festa comemorada principalmente em países anglo-saxões, mas ao longo do século XX o hábito estendeu-se a muitos outros países.
No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de Junho por ser véspera do 13 de Junho, Dia de Santo António, santo português com tradição de casamenteiro. A data provavelmente surgiu no comércio paulista, quando o comerciante João Dória trouxe a idéia do exterior e a apresentou aos comerciantes. A idéia se expandiu pelo Brasil amparada pela correlação com o Dia de São Valentim — que nos países do hemisfério norte ocorre em 14 de fevereiro e é utilizada para incentivar a troca de presentes entre os apaixonados.
E para quem esta em casa, lendo esta sozinho(a), deixo a dica. Heheh
Em hipótese alguma, permita que tirem de você o seu direito de Amar e ser Amado.
Ame muito, Ame sempre.
Mineirim Leo
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